sábado, 27 de março de 2010

Olhei fixamente para ele, sentindo sua dor, vendo as lagrimas escorrendo dos seus olhos e me sentindo culpada.
Pela primeira vez em um século eu tive a certeza absoluta de que deveria morrer, cair no chão como uma pedra jogada do mais alto possível e estupidamente morrer. Afinal como poderia me manter viva depois de tudo o que eu fiz? Depois de toda a dor que causei? De todo o sangue que eu derramei? Aquela noite era indiscutivelmente o fim para mim. À noite em que eu matei de tristeza a única pessoa que seria capaz de matar-me de felicidade. À noite em que eu senti toda a dor que eu guardei dentro de mim por anos.
Olhei fixamente para seu lindo rosto sendo queimado pelas lagrimas acidas e cai levemente no chão. Não como uma pedra, mas como uma folha de outono. Seca, fria, sem vida...

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