Mas uma noite solitária de inverno - março de 1996
Olhei para as malas nas mãos de minha mãe e senti uma lagrima queimar meu rosto enquanto ela se aproximava de mim para dar um ultimo beijo em minha bochecha que agora ardia, o beijo foi doce e delicado, mas também triste demais. Enquanto ela saia por aquela porta que ultimamente vem me tirando muitas pessoas eu soluçava incontrolavelmente. Quando conti minhas lagrimas dei alguns passos até encontrar meu próprio rosto em um espelho que me fez perceber como eu parecia uma estranha, até mesmo para mim. Como eu havia me transformado em uma boneca? bonita, porém sem nenhum sentimento transbordando em meu rosto, pele branca como porcelana, olhos de vidro intactos, o cabelo se parecia com uma seda da mais fina classe. Enquanto observava aquela face estranha meu coração implorava por perdão, não para mim, na verdade pouco me importava com minha vida agora, mais clamei por misericórdia á minha mãe.
Lindo texto flor, lindo blog! =)
ResponderExcluirTô te seguindo, beijos!
obrigada! <3
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