Me vejo sentada em frente ao computador com um xícara de café quente, e uma com o resto de café morno que ninguém tem mais interesse em tomar, colocando todas as minhas magoas para fora em um texto que talvez nem eu mesma queira ler. Me vejo sentada na frente do computador com uma duvida estranhamente comum, partir ou ficar? Talvez a morte seja doce o suficiente para fazer passar a dor de respirar. Mesmo eu sabendo que o certo é ficar, a duvida ainda paira sobre mim como uma nuvem carregada, prestes a despejar um turbilhão de emoções como uma tempestade em minha cabeça. E mesmo sem entender, eu sei exatamente porque o certo é ficar e isso é bem obvio: PARTIR É FACIL DEMAIS! Você morre a dor se vai, os problemas acabam e é só isso. A única parte difícil disso é saber como fazer, a ocasião certa pra fazer, não saber a maneira menos acida, não saber como vão ficar as pessoas que você insiste falar que ama, mesmo sabendo que talvez seja somente encantos de primavera ou até mesmo de outono. Não quero que as pessoas que eu passei toda minha vida estúpida e sem graça tentando agradar pensem que eu fui fraca demais pra superar os problemas, talvez seja apenas pelo fato de ser uma verdade e porque a verdade dói, queima como fogo. Eu apenas não quero mais ter que levantar de manha e olhar para o céu alaranjado do lado de fora da minha janela e ser obrigada a levantar. Eu apenas não quero mais pensar que vai ficar tudo bem quando na verdade esta tudo piorando a cada batida do ponteiro. Eu apenas não quero tentar acreditar que aquela desagradável tarde de tédio esta acabando quando ela não esta nem começando, e eu sei que ela não vai acabar, eu sei que quando a lua chegar ainda estará à tarde e eu ainda estarei dominada pelo tédio, pelo tédio que nem se quer tem o mesmo gosto amargo de antes.
Não há mais lagrimas ou gritos de solidão e muito menos dor, meramente não há mais nada. Somente o gosto do café em minha boca, o café que tristemente deixou de ser amargo. O café que domina minhas veias, o café que é o único motivo para que eu ainda tente ficar.
:D Ke top' achei massa esse bruna, principalmente pela parte "Talvez a morte seja doce o suficiente para fazer passar a dor de respirar." Tah fikano poetica em? :D
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