segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ele olhou para mim com o rosto molhado pelas lagrimas que escorriam de seus olhos enquanto dizia algumas palavras entre soluços. -Então... Você não me ama mais? - Seus lábios se contraíram, talvez tivesse se arrependido da pergunta que fez, vi o medo da resposta em seus olhos azuis que transbordavam. Quis mentir, quis pedir para ele nunca mais pensar em uma coisa tão absurda, quis dizer que o amava e seria assim até que meu coração ainda batesse. Passei meus dedos magros em meu cabelo que caia sobre a testa suada, dei um gole da bebida forte e quente que estava em minha mãe e respondi sua pergunta. -Talvez eu nunca tenha te amado, provavelmente foi só mais um romance que se resume em atração física, se é que pode-se chamar de romance. - Ele fez força para se levantar da cadeira, mas cambaleou e caiu no chão como um pedaço de lixo velho. Coloquei-me de pé e o deixei sozinho na sala enquanto sentia nojo de mim mesma, afinal, quantas vezes eu poderia destruir um coração e continuar com a consciência tão tranqüila?

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