segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O corpo sem forma saio de baixo dos lençóis imundos com a respiração falha e a afeição destruída. Ligou as luzes, abriu as portas, reviveu o jardim, enfeitou as arvores, acendeu as velas, iluminou a casa, assou biscoitos, encheu a taça do liquido roxo. Limpou-se, deu cor ao rosto amarelado e aos lábios trêmulos, penteou os cachos amassados, colocou um vestido de seda vermelho, meia calça branca, e sapatos de salto pretos. Acendeu a lareira, escreveu uma carta e a jogou no fogo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário