segunda-feira, 19 de abril de 2010

Primeiro à noite, depois o dia. Necessariamente nessa ordem. Aquele dia o sol estava me cegando, ofuscando qualquer vestígio de esperança que ainda restava dentro de mim. Daí vem minha preferência pela noite, bom acho que tenho motivos no mínimo aceitáveis para essa preferência. [...] então ele olhou para mim com os olhos frios e sem vida enquanto assistia minhas lagrimas caírem suavemente sobre meu rosto e tocar meus lábios, porém continuou olhando para mim. Sem nenhum abraço de consolo, sem nenhuma palavra de amor... Simplesmente assistia-me cruelmente aos prantos. E quando pensei que não seria capaz de suportar mais dor alguma fui atingida com um golpe inesperado em meu coração, o golpe que me matou "Me esqueça, será como se eu nunca tivesse existido para você. O amor não é pra mim. O amor é pra quem acredita nele”.E bom... Foram com essas palavras que minha vida teve um fim. Um fim triste demais, trágico demais, algo que me fez sentir pequena, insignificante. Acreditei que você poderia ser meu para sempre, e pensei, por algum tempo, que eu realmente fosse boa o suficiente para fazer isso durar. Eu precisava fazer disso uma eternidade, era a única dose de verdadeira felicidade que eu tinha disponível, não existiriam outras doses, e eu nem sequer gostaria de outras. Então minha vida foi tomando um fim enquanto ele ia se distanciando, e a dor ia aumentando. Não importa o quão forte eu seja, pois certas coisas não vão me deixar dormir essa noite.

Dedico esse texto idiota e dramático, como sempre, para as duas meninas sem cujo apoio e sinceridade eu não agüentaria mais uma tarde ensolarada composta de lagrimas. Isabela e Amanda hoje o abraço de vocês foi essencial na minha vida. OBRIGADA.

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