sábado, 24 de julho de 2010

Observei aquele rosto magro e feio enquanto o chutava no chão como um pedaço de lixo, vi em seus olhos a fome, a miséria, a tristeza, a humilhação. A coloquei de pé e gritei pra que ela se despisse, olhei a minha volta e estava cercado delas, nojentas, imundas, porcas. Enquanto eu as encaminhava para o salão grande e sujo elas choravam, como se soubessem o que as esperava, talvez elas soubessem mesmo. Todas entraram, elas gritavam, choravam, berravam! Mas não tive pena, isso era algo completamente proibido para mim, então as tranquei lá dentro. Os gritos aumentaram alguns segundos antes de cessarem por completo, agora o gás já devia ter destruído seus pulmões. Arrumei minha suástica e preparei-me para fazer mais uma vez, na minha cabeça os gritos nunca acabavam, mas eu não me incomodava, era prazeroso.

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