quarta-feira, 6 de junho de 2012


     Não costumo escrever diretamente pra alguém, é tudo meio aleatório, coisas que passam como flashes pela minha cabeça e precisa ser colocado imediatamente no papel antes que o vento leve tudo que pensei. Não costumo escrever diretamemte pra alguém, mas quando sinto que devo, obedeço, e coloco em tinta tudo que acredito que deve ser dito, ou melhor, quase tudo. E que assim seja então, essa é a hora, bora lá...


Jakson, nenhum pouco comum: Alto demais, branco demais, magro demais, exatamente do jeito que eu acho lindo. Tem alqueles fiozinhos meio loiro na barba que reflete quando o sol bate no rosto, meio quieto, e o jeito de quem nunca deixa claro seu pensar. Jakson, só Jakson.
O meu é outro, é diferente. O meu Jakson sabe exatamente como segurar meu cabelo, no lugar certo, perfeito. Movimentos condizentes com meu desejo. Sabe muito bem como me beijar, um cheiro no pescoço e a barba roçando meu rosto. Tudo no tempo certo, nem rápido demais, nem muito devagar, anjo e animal, safadeza e delicadeza, esse é o meu. Beijos com gostinho de “quero mais”, pegada com jeito de “posso te dar muito mais”. Sem melação, não é do tipo pra quem eu vá dizer "te amo demais" ou "quero ficar com você pro resto da vida", mas é aquele que eu quero estar junto nas tardes de frio, nas noites de festa, nas manhãs de tédio. Aquele que sabe exatamente que o meu "gosto de você" ou "a tarde com você foi incrivel" vale muito mais que todos os clichês do mundo, e que são muito mais verdadeiros. Te quero assim... Meu Jakson, pelo tempo que for necessário.


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